Em 2010, os governos do Brasil e Estados Unidos da América acordaram na criação de um fundo com recursos oriundos do Commodity Credit Corporation, órgão pertencente ao governo americano, como solução parcial do contencioso do algodão na Organização Mundial do Comércio – OMC (WT/DS267) entre esses dois governos relativa aos subsídios concedidos pelo governo americano a seus produtores.

Assim surgiu o Instituto Brasileiro do Algodão – IBA, associação civil sem fins lucrativos fundada em junho de 2010, para gerir esses recursos com o objetivo de promover o desenvolvimento e fortalecimento da cotonicultura brasileira, observando as melhores práticas de gestão, governança e transparência.

O IBA visa se tornar uma entidade de referência para o setor do algodão, atuando de forma estratégica no desenvolvimento das seguintes atividades ligadas a cotonicultura:

  • controle, mitigação e erradicação de pragas e doenças;
  • aplicação de tecnologia pós‐colheita;
  • compra e uso de bens de capital;
  • melhoria da infraestrutura;
  • promoção do uso do algodão;
  • adoção de cultivares;
  • observância das leis trabalhistas;
  • capacitação de trabalhadores e empregadores;
  • sustentabilidade sócio ambiental;
  • serviços de informação de mercado;
  • gestão e conservação de recursos naturais;
  • aplicação de tecnologias para a melhoria da qualidade do algodão;
  • aplicação de métodos para a melhoria dos serviços de gradação e classificação;
  • serviços de extensão relacionados às atividades acima;
  • cooperação internacional nas atividades acima relativas ao setor cotonicultor de países da África Subsaariana, de países membros ou associados do MERCOSUL, no Haiti, ou em quaisquer outros países em desenvolvimento;

Podem propor projetos as associadas, a Associação Brasileira de Produtores de Algodão – ABRAPA, os órgãos da Administração Pública Federal e a diretoria executiva do IBA.